As perdas econômicas
decorrentes dos problemas respiratórios são bastante sérias
e recaem tanto sobre os produtores como sobre a indústria. Sobre
os primeiros, em conseqüência dos gastos com medicamentos,
redução do desenvolvimento corporal dos animais afetados
e mortalidade; sobre a indústria, pela condenação
de carcaças, especialmente no caso da Pleuropneumonia. Sabemos
também que as perdas econômicas devidas às enfermidades
respiratórias dependem da idade do animal, da severidade da infecção
e o curso da enfermidade depois do aparecimento dos primeiros sinais
clínicos. Portanto, é muito difícil estimar as
perdas em todos os casos individuais.
Alguns trabalhos demonstram que a Pleuropneumonia causada pelo Actinobacillus
pluropneumoniae pode aumentar de 3 a 10% a conversão alimentar
e atrasar a idade de abate em até 25 dias. Estudos tem demonstrado
que animais que sobrevivem à infecção, levam 1,2
dias a mais para atingir o peso ideal de abate para cada 1% de lesão
pulmonar.
Com relação à Pneumonia Enzoótica causada
pelo Mycoplasma hyopneumoniae, uma hepatização pulmonar
de 10 a 20% significa uma perda de 9,3% no desenvolvimento do animal.
Estima-se uma perda de 37,4 gramas por dia de ganho de peso para uma
hepatização pulmonar de 10%. Já a hepatização
mais a aderência de pleura (pleurisia), significa uma perda de
17% no desenvolvimento do animal acometido.
Em outros trabalhos, a Rinite Atrófica chegou a piorar a conversão
alimentar de 3 a 6% e no desenvolvimento do animal de 5 a 10%.
Além da redução no desempenho dos animais, as doenças
respiratórias provocam aumento da mortalidade, custos com tratamentos,
vacinações e condenações de carcaças
nos abatedouros.
Por todos estes motivos, nós da Schering-Plough acreditamos
que a prevenção, através da vacinação
dos animais e de medicações estratégicas, é
a maneira mais econômica de reduzir as perdas por problemas respiratórios.
Amilton Ferreira da Silva
Gerente Técnico de Suinocultura
Schering-Plough
amilton.silva@sp.intervet.com
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